PT usa advogado no exterior para atacar Juiz

PT usa advogado no exterior para atacar Juiz

Tacla Duran foi preso 18 de novembro de 2016 num hotel em Madri, na Espanha, a pedido do próprio Moro. Com nacionalidade espanhola desde 1994, o advogado saiu do Brasil com as investigações envolvendo a empreiteira na Lava Jato. Até o ano passado, Duran era o advogado do Departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht e teria pago subornos milionários a 12 países, segundo o El País. O departamento da empreiteira recebeu o apelido de “divisão de propinas”.

Depois de passar 72 dias na prisão de Soto del Real, acusado de suborno e lavagem de dinheiro, ele foi posto em liberdade provisória. O Brasil pediu sua extradição em janeiro de 2017, mas ela foi negada pelo governo espanhol porque o advogado tem dupla cidadania. Ele está decidido a publicar um livro sobre o caso que envolve Zucolotto e outras informações sobre a Lava Jato.

No aplicativo de mensagens Wickr, que criptografa mensagens (assim como WhatsApp e Telegram), Carlos Zucolotto teria proposto que ele pagasse uma multa menor para os procuradores da Lava Jato. Tacla Duran estava em negociações para uma delação premiada na Flórida, nos Estados Unidos. O procurador Roberson Pozzobon teria proposto que ele pagasse uma multa de US$ 15 milhões à Justiça, o que ele não aceitou.

Zucolotto propôs que a multa fosse diminuída para US$ 5 milhões. Segundo Duran, os procuradores Julio Noronha e Roberson Pozzobon enviaram por e-mail uma minuta de acordo de colaboração com as condições alteradas conforme o advogado amigo de Moro havia indicado em suas mensagens.

A proposta teria chegado no dia 27 de maio de 2016, uma sexta-feira, com a condição que Tacla Duran voltasse ao Brasil em três dias. O advogado então decidiu não voltar ao Brasil e não assinar acordo de delação. Sérgio Moro o chama de “foragido da Justiça”.

Quem é Rodrigo Tacla Duran, o homem que questiona as delações premiadas?

O mercado da delação premiada

Tacla Duran abriu o que seria o seu primeiro capítulo do livro para Nassif e Joaquim de Carvalho. Nele, ele explica que, além das operações feitas por intermédio de doleiros, a Odebrecht se valia de paraísos fiscais para redução de custos e que foi a delação de Paulo Roberto Costa que abriu espaço para a prisão de Marcelo Odebrecht. O ex-advogado da empreiteira também fala que os publicitários Mônica Moura e João Santana eram destinatários finais de contas de offshore e atuavam pelos interesses da empresa nos governos do PT. Afirma que só não conseguiu provas da atuação de ambos porque teria que retirar o sigilo bancário.

O procurador Roberson Pozzobon tentou sugerir um acordo de delação premiada para Tacla Duran e, à medida que ele entregou informações sobre o departamento que advogava na Odebrecht, ele foi acusado de ser “mentiroso”. O desentendimento entre ambos fez Duran fugir pra os Estados Unidos, temendo ser preso e se recusando a confessar um crime que ele acredita que não cometeu.

A força-tarefa fixou uma multa de US$ 15 milhões baseada em US$ 12 milhões desviados no “departamento de propinas da Odebrecht” e acusando Duran de ser um dos responsáveis pelos desvios. O ex-advogado  afirma que não desviou o dinheiro e que o valor é equivalente ao dinheiro que circulou no departamento mais aplicações financeiras da empreiteira.

Zucolotto entrou no circuito para prometer a Tacla Duran que ele pagaria uma multa menor do que US$ 15 mi: US$ 5 mi. O advogado amigo de Moro e de Rosângela disse que tinha o contato de Deltan Dallagnol para entrar em um “acordo melhor”. Duran, ainda temendo a atuação da Força-Tarefa do MP, recusou a nova proposta e fugiu para a Espanha.

O ex-advogado da Odebrecht resumidamente acusa o Ministério Público, com aval do juiz Sérgio Moro, de negociar acordos de delação premiada. O caso ajuda a entender como Joesley Batista, inicialmente, obteve um acordo com o ex-procurador Rodrigo Janot que praticamente abrandou seus crimes no governo Temer.

Segundo a repórter Marcela Mattos, da revista Veja, Marcelo Miller, ex-braço-direito de Janot na Procuradoria-Geral da República, propôs grampo juridicamente ilegal na Odebrecht para obter informações. A informação foi repassada para a publicação da Editora Abril por Tacla Duran.

Os deputados Wadih Damous e Paulo Pimenta, do PT, recolheram depoimentos do ex-advogado da Odebrecht na Espanha. Os parlamentares cobram explicações sobre o caso de Duran com Moro. E ele existe em muitos níveis dentro da Lava Jato.

Tacla Duran precisa explicar melhor quem esta por trás dessa tentativa de desmoralizar a justiça sem provas, baseado em declarações de um criminoso fugitivo.

Por que Tacla Duran não se apresenta a justiça Brasileira?

Por que não submete os documentos para pericia a PF?

Por que alega o juiz não querer ouvi-lo, se no processo não se apresentou e fugiu para Espanha?

A quem interessa querer desqualificar o Juiz?

Por que a defesa do ex-presidente Lula e demais envolvidos não refutam as acusações diante de farta documentação e extratos bancários e adota a estrategia de desqualificar a justiça?

O povo não é bobô e cobra explicações.

Fonte: Historia/DiarioD4.

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