Desesperado governo ameaça empresários do setor de transportes

Desesperado governo ameaça empresários do setor de transportes

Bastante preocupado com os rumos que a greve dos caminhoneiros possa tomar, o governo a deriva passa a ameaçar os empresários, pois o que demonstra a greve e que a população e os caminhoneiros continuem a exigir a renuncia do presidente Michel Temer, em contrapartida o governo resolveu atacar os empresários do setor.

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, chamou empresários do setor de distribuição de combustíveis de “inescrupulosos” em entrevista nesta terça-feira à rádio CBN, e disse que eles vão pagar pelo que afirma ser um locaute que está por trás da paralisação dos caminhoneiros que entrou no nono dia.

“Você pode ter certeza de que a partir de hoje, nós vamos começar a encontrar esses infiltrados, nós vamos multar essas empresas, que serão 100 mil reais por hora, e o Cade também vai entrar nessa parada fazendo com que essas empresas de um lado, e pelo outro lado através da Polícia Rodoviária Federal, eles saibam exatamente o que vão pagar, o preço que terão que pagar por esse sofrimento que impuseram à toda população brasileira”, disse o ministro à rádio.

Segundo Jungmann, o governo considera ter atendido as demandas dos caminhoneiros por meio de um pacote de medidas em atendimento às principais exigências da categoria, como a redução do preço do óleo diesel, e que a continuidade das paralisações se deve a um locaute promovido por distribuidoras.

O ministro afirmou que uma investigação ampla está em andamento para descobrir os movimentos políticos que estariam infiltrados na paralisação dos caminhoneiros com a tentativa de atingir o governo e a estabilidade do país.

Jungmann afirmou que o Brasil “não pode ficar à mercê” de caminhoneiros autônomos manipulados por “empresários “inescrupulosos” do setor de distribuição de combustíveis.

Um locaute, que é proibido por lei, ocorre quando empresários impedem funcionários de trabalhar.

Senado vota seis medidas provisórias e abre caminho para votação da reoneração fiscal.

Os senadores aprovaram, na noite desta segunda-feira, em apenas três horas, cinco medidas provisórias que trancavam a pauta do Plenário. Todas perderiam a validade na sexta-feira. Uma medida foi rejeitada. Ela criava cargos de comissão para compor os Conselhos de Supervisão dos Regimes de Recuperação Fiscal dos Estados.

Também foi aprovada a tramitação em urgência do projeto de lei que acaba com o desconto de impostos sobre a folha de pagamento de setores da economia, a chamada reoneração fiscal.

Na última quinta-feira, diante da crise gerada pela greve dos caminhoneiros, a Câmara votou a proposta às pressas incorporando a isenção total de PIS/Cofins sobre o diesel.

O governo precisa da arrecadação que vai ser gerada pela reoneração, mas quer o tema do Pis/Cofins fora do texto, como comenta o senador Romero Jucá, do MDB, líder do governo na Casa.

O deputado Orlando Silva, do PCdoB, que foi relator do projeto, defende o texto.

Um dos problemas é o erro de cálculo da Câmara, que colocou no texto impacto financeiro menor do que o estimado pela Receita Federal. O presidente do Senado, Eunício Oliveira, afirmou que a proposta será votada no momento oportuno.

Fonte: Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro/CBN

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