Dar superpoder ao Judiciário é cair no mesmo erro de 64, aponta Toffoli

Dar superpoder ao Judiciário é cair no mesmo erro de 64, aponta Toffoli

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Jornal GGN – O ministro Dias Toffoli disse, nesta sexta (16), que supervalorizar o papel do Judiciário em detrimento da política e outros setores do poder é cair no mesmo erro que levou ao golpe militar de 1964. A fala do magistrado foi feita em meio a críticas à criminalização da política.

“Se criminalizar a política e achar que o sistema judicial vai solucionar os problemas da nação brasileira, com moralismos, com pessoas batendo palma para doido dançar e destruindo a nação brasileira e a classe política…. É o sistema judicial que vai salvar a nação brasileira? Vamos cometer o mesmo erro que os militares em 1964 querendo se achar donos do poder”, disse, segundo o jornal Valor Econômico.

“Se começarmos a fazer operações que tem 150 mandados de busca e apreensão num único dia”, comentou ele, sem terminar a frase. “Vamos levar a um totalitarismo do judiciário e do sistema judicial. Isso é democracia? Isso é Estado Democrático de direito?”, completou.

Toffoli não citou diretamente a operação Lava Jato, que é a mais midiática no mesmo. As críticas ocorreram um dia após o Ministério Púbico Federal apresentar denúncia por lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito contra o ex-presidente Lula. Essa semana, a esposa de Toffoli também apareceu nos jornais porque seu escritório de advocacia teria trabalhado para empresas da Lava Jato.

Ainda de acordo com o Valor, o ministro aposentado do STF Carlo Velloso também comentou a ação da Lava Jato de ter apresentado uma denúncia escandalosa contra Lula sem apresentação de “provas cabais”.

“Agora é que se começa a possibilidade de se fazer prova. Apresentada uma denúncia, o juiz analisa se há indícios suficientes para receber a denúncia e instaurar a ação penal”, disse Velloso, jogando panos quentes.

“O Ministério Público deverá a apresentar as provas. Claro. Ninguém pode ser condenado sem prova. Isso seria algo muito próprio do stalinismo e do nazismo”, acrescentou.

 

Fonte: Jornal GGN

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