Bahia é o estado do NE com mais lojas fechadas durante pandemia da Covid-19, aponta levantamento

Bahia é o estado do NE com mais lojas fechadas durante pandemia da Covid-19, aponta levantamento

Cerca de de 6 mil lojas do varejo fecharam as portas na Bahia no segundo trimestre deste ano. A informação, que é de um levantamento feito pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e Fecomércio-BA, foi divulgada na terça-feira (25). A pesquisa considerou o período entre abril e junho

Segundo o levantamento, a Bahia está na primeira colocação entre os estados do Nordeste com a maior diminuição de pontos de venda no período: foram de – 6,37 mil pontos. Em segundo lugar está Pernambuco (-4,25mil), seguido do Ceará (-3,35mil).

O estado Baiano ocupa a sexta posição no país com mais lojas fechadas no segundo trimestre. Na frente estão, São Paulo (-40,43 mil), Minas Gerais (-16,13 mil), Rio de Janeiro (-11,37 mil), Rio Grande do Sul (-9,69 mil) e Paraná (-9,48 mil)

Conforme o levantamento, o número negativo tem relação com a pandemia do novo coronavírus. Na Bahia, o primeiro caso foi detectado no dia 6 de março. No total, 135 mil lojas foram fechadas em todo o Brasil.

Perfil das lojas no país

Ainda de acordo com o levantamento, os segmentos mais atingidos no Brasil se caracterizam pela predominância na comercialização de itens considerados não essenciais como: lojas de utilidades domésticas (-35,3 mil estabelecimentos); vestuário, tecidos, calçados e acessórios (-34,5 mil lojas); e comércio automotivo (-20,5 mil).

O varejo de produtos de informática e comunicação foi o segmento que registrou as menores perdas absolutas (-1,2 mil) e relativas (-3,6%) no número de estabelecimentos em operação.

Já em alguns ramos do chamado varejo essencial, que foram menos afetados pelo isolamento social, o fechamento de pontos de venda se deu de forma menos intensa do que a média do setor (-9,9%), na maioria. É o caso dos hiper, super e mini-mercados (-4,9%) e das farmácias; perfumarias e lojas de cosméticos (-4,3%). Mesmo autorizado a funcionar na maior parte do país, o ramo de combustíveis e lubrificantes se viu indiretamente prejudicado pela queda na circulação de consumidores (-12,2%).

O levantamento pontuou também que as as vendas presenciais, historicamente a principal modalidade de consumo, tiveram o volume muito reduzido no período. A CNC projeta recuo de 6,9% no volume de vendas do setor. A expectativa da entidade é de que o varejo brasileiro chegue ao final deste ano com 1,252 milhão de estabelecimentos com vínculos empregatícios – menos 88,7 mil, na comparação com final de 2019.

Fonte: G1 BA

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